Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos ?
A vertigem do ser, a asa, o grito?
Que mito, meu amor entre os lençóis,
O que tu pensas? O amor é muito mais.
Que canto há de cantar o indefinível
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma,o amor entrelaçado dos indescritíveis Como te amar sem nunca merecer?
Que canto há de cantar o que perdura?
Minha mente insana, sua alma pura?
U'a boca muda borbotando palavrões,
Corpos extenuados, elastecidos corações
Os cantares emergentes abafados pelos panos
Não se findam nos duetos "molto forte"
Se espraiam por dias, meses, anos...
"Duplando" com o amor,ultrapassamos até a morte.
O amor não se define, o gozo não se explica. Inexplicáveis sensores, invisíveis cores, Insensíveis dores, inaudíveis cantores.
Que canto há de cantar o indefinível:
A jaculatória Márcia invisível?
Que canto há de cantar o que perdura:
O espostejado Jorge que procura?
Que canto cantaremos... amor?
domingo, 2 de setembro de 2007
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