sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Segredo

Naquela que eu amo tanto,
eu vejo, juro que vejo
leve sorriso um encanto,
marcante suave santo
dulcificante desejo,
nos lábios de um querubim.

Em boca que o amor assumes,
livra esse abismo de mim
marcam esse abismo os ciúmes,
amargurando-me sim
Nessa boca umectante,
essa boca que me fala
linda, rubra e distante,
mas não sabe um peito amante,
adora-a demais e cala
no silêncio que me assiste
eu penso, eu juro e ainda penso,
e lembro você existe.

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